Debaixo dessas palmeiras, tão lindas e altaneiras,
As cenas do dia a dia, por vezes são de alegria.
No alto de suas folhas, o bem-te-vi, o sanhaço,
Disputam flores e frutos, fazendo um estardalhaço.
São coisas da natureza. O calicromo da vida,
É ter na alma a pureza,da honestidade mantida.
Não é difícil nem fácil, observe e participe,
As coisas boas da vida, não há quem com elas fique.
Beleza, paz e amor, são coisas que vão passando,
Quem as junta e guarda ao peito, continua desfrutando.
Pois, debaixo das palmeiras, tão lindas e altaneiras,
Também há cenas tristonhas, de homens, bem sem vergonha.
Batedores de carteiras, meninos abandonados,
Mendigos falando asneiras e afoitos namorados.
Mas todos são integrantes, da novela da existência,
Quem do mundo quer bastante, precisa ter paciência.
Corrigir as distorções, que marcam a sociedade,
Só doando os corações, pondo o bem, contra a maldade.
Tudo isso está na praça, lá no centro da cidade,
Você que por ela passa, desfruta de liberdade.
Se em certos dias, encontra, o desconforto por perto,
Seja hábil, complacente, mantenha seu peito aberto.
Mas sempre ao passar na praça, não deixe de observar,
A natureza é tão bela, apenas ensina amar.
Mas se assim não entenderes, a beleza do cenário,
Lamente seu proceder, és apenas mercenário.


