sábado, 10 de novembro de 2012

HOMENAGEM - Salão dos Brasões do Centro da Comunidade Luso Brasileira


 
No ultimo dia 06 de novembro, em Belo Horizonte-MG, o Escritor e Poeta Condorcet Aranha, recebeu mais uma homenagem pelos seus trabalhos literários, desta vez a foi Cerimônia Solene de Outorgas das Altas Insígnias da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture no Salão dos Brasões do Centro da Comunidade Luso Brasileira, neste dia estiveram presentes personalidades da literatura, autoridades e sua esposa Cleide A. Yhan Aranha e seu filho Wild Aranha que receberam a medalha. O próximo a ser homenageado pela academia será o compositor sambista Cartola no Rio de Janeiro.

sábado, 3 de novembro de 2012

BRILHOU-ME O SOL DA VERDADE

                                  

Ao começar esse verso, sem tema e olhando pro nada,
Perguntei-me e a natureza, como eu indignada,
Onde irão parar os homens, ao deixa-la mutilada,
Agressores permanentes, da vida eterna e encantada.
 
Indagações me consomem, pensamentos flutuantes,
Nesse rio que percorre, como nas veias meu sangue,
Pra desaguar na incerteza, dos sonhos que tive antes,
Sucumbindo num presente, escuro tal qual o mangue.
 
Mas me nego a acreditar, que não tenha solução,
Mesmo nessa grossa lama do momento social,
Por ter no peito batendo na esperança um coração,
Consciente de que o bem, sempre vence qualquer mal.
 
Se a tragédia está presente, num País quase animal,
Com vícios, drogas e crimes, imperando em capitais,
Lutaremos como homens, honestos, de igual pra igual,
Apagando em nossa história, a saga dos marginais.
 
Não deixemos que nos vençam os ventos que vêm de fora,
Nem a força da maré que nos promete riqueza,
Porque se temos guardado muito amor que ainda aflora,
Vamos doa-lo sem medo, às coisas da natureza.
 
Pois não há arma mais forte que a verdade ou a razão,
Pra destruir as metralhas e os atos desses bandidos,
Que tentam até nos tirar a fé que temos na mão,
Arma sagrada de Deus, pela qual serão banidos.
 
O clarão que vem do céu, trás junto com a luz calor,
Na alvorada da certeza, do amor e da lealdade,
Com os quais nós venceremos, toda tristeza e dor.
Porque agora senti: Brilhou-me o sol da verdade!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

APENAS VOCÊ



Por tudo que você é e tudo que você tem,
Prefiro curtir saudade, a ter que viver outro bem.
Não vou jogar esperanças na roleta do destino,
Nem ter ilusões, sequer, de inconseqüente menino.

Sozinho eu vim para o mundo e chorei ao despertar,
Senti medo e insegurança, mas tive que enfrentar.
Por isso não vou recuar, diante dos desafios,
O galo que hoje canta, ao nascer, só dava uns pios.

Se você existe e é, integral, o meu desejo,
Viverei a eterna busca, para chegar ao que almejo.
Não vou contra o sentimento, que suga meu coração,
Porque a vontade é una, de possuir sua mão.

Nem sei como conseguiu, o Deus, ter tamanho gosto,
E reunir tanta beleza pra guardar num mesmo rosto.
Na silhueta do corpo, não foi menos prepotente,
Exibiu a sua arte, de costa e também de frente.

No sopro, ao lhe dar a vida, continuou sua obra,
Expirou-lhe a paz da pomba, inspirando o fel da cobra.
Deixou sua alma branca, sem manchas, imaculada,
Repleta de amor a dar. E de mal? Ficou sem nada.

Seu jeito, seus movimentos e a cadencia do andar,
Trazem tranqüilidade e paciência ao se chegar.
Mas quando estás de partida, com sua suavidade,
Antes que a imagem suma, já nos enche de saudade.

Por isso não sei dizer, como será minha vida,
Nos versos irei chamá-la, apenas “minha querida”.
Mas se tal não for verdade e até não acontecer,
Ser-me-á, toda essa vida, um infinito sofrer.

Porém quem soprou a vida, em teu coração afável,
Quer repetir essa obra, é certo e inevitável.
Assim perdura a esperança, sugando meu coração,
Que se for merecedor, ganhará esse quinhão.

Nesse jogo que eu entrei, por forças do interior,
Não há blefes nem tramóia, são chagas de um forte amor.
Se, estarão sempre abertas ou logo se fecharão,
Só saberei ao sentir, a sua, na minha mão.