segunda-feira, 11 de abril de 2011

PURA EMOÇÃO



No último dia 9 de abril, na plenária da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, os Acadêmicos da Academia de Artes e Letras - Castro Alves, prestaram homenagens aos poetas Condorcet Aranha e João José D´Azevedo. Estiveram presentes os familiares de ambos que com muita emoção prestigiaram as declamações de seus poemas. No mesmo dia novos acadêmicos tomaram posses as cadeiras para dar continuidade ao trabalho.




segunda-feira, 4 de abril de 2011

ACADEMIA DE ARTES, CIÊNCIAS E LETRAS CASTRO ALVES



ACADEMIA DE ARTES, CIÊNCIAS E LETRAS CASTRO ALVES

Solenidade em Homenagem aos Acadêmicos: JOÃO JOSÉ D'AZEVEDO D'ASSUMPÇÃO e CONDORCET ARANHA; e de Posse dos Escritores: SRA. IZABEL ERI DIEHL DE CAMARGOCadeira Nº. 08, Patrono: Antônio Carlos Gomescomo MEMBRO ACADÊMICO EFETIVO; SR. PAULO LUÍS PENCARINHA DE MORAES, Pelotas/RS,Cadeira Nº 03, Patrono: Ramiro BarcellosSR. ADEMIR ANTÔNIO BACCA, Bento Gonçalves/RS, Cadeira Nº 10, Patrono: Lobo da Costa; e, SRA. TEREZINHA ROSSAROLLA,Erechim /RS, Cadeira Nº. 17Patronesse: Luciana de Abreu, como MEMBROS ACADÊMICOS CORRESPONDENTES.


Data: 09 de Abril de 2011                                                                                                       Hora: 15 horas

Local: Plenário Ana Terra, da Câmara Municipal de Porto Alegre/RS - Brasil.

domingo, 3 de abril de 2011

FOI UMA ESCADA DE FLORES?


Condorcet Aranha

Sessenta e cinco degraus na escada da minha vida,
São evidentes os sintomas de um coração combalido,
O que ainda bate apertado neste peito constrangido,
Envergonhado do mundo que lhe empresta uma guarida,
Em meio a corrupção, os crimes, vícios, perdido,
Sem rumo e querendo a paz como a branca margarida.

Como pôde a escada em rosas que até aqui percorri,
De aroma doce e suave exalado das gardênias
Deixar-me só, nesse instante, sem teu amor e sem ti?     
Assim, eu julgo as palavras como se fossem blasfêmias,
Pois sem o azul de teus olhos neste céu que eu tanto vi,
Restou-me só as saudades das noites pedindo vênia.

Eu gostaria Senhor que ao terminar minha escada,
Encontrasse todas flores que cultivei nos degraus,
E ter aquela tão linda, também a mais perfumada,
Que me tomaste sem dó para o teu jardim de caos,
Pois não consigo entender já no fim da minha escada,
Este precipício infindo entre os horrores dos maus.

Perdoe a sinceridade, eu não compreendo ao santo,
Se meu amor foi terreno e a paixão material,
Quando o meu amor partiu, eu sofri um grande espanto.
Como a dor de uma espada que a romper meu peitoral,
Soltou meu sangue tão rubro quanto a flor do agapanto,
E as esperanças qual folhas a esmo no vendaval.

Quando embaixo dos meus pés não mais houver um degrau;
Meu peito estiver parado e o coração sem saudade;
Meu nome no obituário do mais popular jornal;
Direi Senhor, a verdade da dor cruel que me invade,
Pois ao tirar meu amor, vejo agora, foste mau.
Além da felicidade, perdi também a bondade.